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Arquivos mensais: Dezembro 2011

Antes de embarcar

Dúvidas comuns de quem se prepara para uma viagem aos Estados Unidos

Alvaro Leme (com colaboração de Anna Carolina Oliveira, Bruna Gomes e Sophia Braun) |

Revista Veja 30/11/2011

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A sempre movimentada Times Square, lugar em que Nova York realmente nunca dorme

Mario Rodrigues

Brasileiros ainda precisam de visto americano?
Sim, embora existam discussões a respeito de derrubar a exigência de visto para brasileiros. Para solicitar o seu, primeiro é necessário pagar uma taxa de R$ 38,00, via cartão de crédito, débito em conta ou boleto bancário do Citibank. A quantia dá direito a informações e agendamento da entrevista, que deve ser marcada em endereços consulares dos Estados Unidos em Brasília, no Recife, no Rio de Janeiro ou em São Paulo. Às vezes, é preciso esperar até três meses. Depois, será necessário pagar mais US$ 131,00 pelo visto de turismo (B2). Acesse o site visto-eua.com.br para mais detalhes.

O que devo fazer se perder meu passaporte?
Procure a embaixada ou o consulado brasileiro. O ideal é levar anotados o telefone e o endereço, por garantia. Como medida de segurança, recomenda-se que o viajante brasileiro carregue cópias das páginas de identificação do passaporte (se estiverem autenticadas em cartório, melhor ainda), bem como outro documento com foto. Isso ajudará, se for necessário emitir segunda via ou uma autorização de retorno ao Brasil.

 Divulgação

Fernando Campos

 

Qual é a melhor época do ano para viajar?
As variações de temperatura conforme as estações do ano são muito perceptíveis em Nova York. No verão, sobretudo em julho e agosto, faz muito, muito calor. O contrário ocorre nos gelados meses de dezembro, janeiro e fevereiro. Prefira a primavera ou o outono — em geral, brasileiros lidam melhor com os termômetros de abril, maio, setembro e outubro. Se seu destino é Miami, faz menos diferença, já que o clima ali é mais ameno.

Quando ocorrem as grandes liquidações?
Se o seu objetivo é fazer compras, poderá reforçar o estoque de agasalhos. Em geral, as maiores corridas às lojas ocorrem quando já está bem frio na maior parte dos Estados Unidos. A principal delas, chamada Black Friday, acontece após o Dia de Ação de Graças, feriado americano celebrado na quarta quinta-feira de novembro (neste ano, caiu no dia 24). Também há ótimas liquidações de Natal.

Jaime Alves

Fernando Campos

 


É obrigatório dar gorjeta?
Os americanos levam isso a sério. Mesmo porque, em muitos casos, prestadores de serviço de lá não têm salário fixo e precisam da gorjeta para sobreviver. Em restaurantes, o recomendável é gratificar o garçom com uma quantia de cerca de 15% a 20% do valor da conta. O mesmo vale para corridas de táxi. Se estiver num bar, o padrão é de Us$ 1,00 para cada drinque pedido.

Uma milha equivale a quantos quilômetros?
Uma milha é igual a 1,61 quilômetro. Anote também: 1 pé (em inglês, foot; feet no plural) é igual a 30,48 centímetros e 1 galão (gallon) contém 3,87 litros.

Qual é o melhor meio de transporte?
Em Nova York, é o metrô. O bilhete custa Us$ 2,25, mas vale a pena comprar o metrocard, que garante viagens ilimitadas por períodos que podem ser de uma semana (US$ 29,00) a um mês (US$ 104,00). Como são muitas linhas, há quem prefira os táxis, para não se confundir. É uma boa opção também: a bandeirada custa Us$ 3,00 (e mais US$ 0,40 a cada 320 metros). Caso vá para Miami Beach, os táxis saem por US$ 2,50 a bandeirada e US$ 0,40 a cada 270 metros). Pretende circular pelos outlets próximos? Então alugue um carro (a partir de Us$ 160,00 por uma semana, o modelo mais básico). É possível fazer isso usando sua carta de habilitação brasileira.

Como pagar as compras?
Devido à mudança de alíquota do imposto sobre operações financeiras (IOF), em março último, ficou mais caro comprar com cartão de crédito. Antes, a taxa era de 2,38% sobre o valor gasto no exterior; agora, é de 6,38%. A melhor alternativa é o cartão de crédito pré-pago, oferecido por algumas bandeiras.

Mario Rodrigues

 Lojas da Collins Avenue, uma das mais nobres da ensolarada Miami Beach

Lojas da Collins Avenue, uma das mais nobres da ensolarada Miami Beach

Vale a pena usar meu celular no exterior?
Não. Tome muito cuidado com o roaming de dados de internet. As tarifas cobradas pelas operadoras de telefonia são bem caras (cerca de R$ 35,00 a cada 1 mega), e você pode ter surpresas desagradáveis. As ligações custam menos caro, mas o melhor a fazer é adquirir um celular local pré-pago, vendido até mesmo em farmácias, por preços entre US$ 20,00 e US$ 30,00. Os cartões para ligações variam de US$ 10,00 a US$ 50,00.

Seguro-saúde é uma boa?
Se o seu plano de saúde não tem cobertura internacional, sim. Gastos hospitalares nos Estados Unidos custam bem caro.

Woodbury, um outlet para os atletas do consumo

Um dia inteiro de caminhada não é suficiente para dar conta de conhecer os 72.000 metros quadrados do local

Alvaro Leme (colaboraram Anna Carolina Oliveira, Bruna Gomes, Ricky Hiraoka e Sophia Braun) |

Compras em Nova York 2245b - Woodbury-Woodbury: mais de 200 lojas com descontos que podem chegar a 65%

Woodbury: mais de 200 lojas com descontos que podem chegar a 65%

Mario Rodrigues

Localizado na cidade de Central Valley, 80 quilômetros ao norte de Manhattan, o Woodbury oferece entre 25% e 65% de desconto. Tem a arquitetura típica dos subúrbios americanos, com vilas de compras ao ar livre.

Mario Rodrigues

Bolsa de couro matelassê da grife DKNY: US$ 345,00

Bolsa de couro matelassê da grife DKNY: US$ 345,00

Avisos no sistema de som e folhetos informativos em português são sinais da importância dos consumidores brasileiros para as 220 lojas do shopping. “Eles representam cerca de 60% do nosso movimento”, estima Christina Cohen, gerente da marca DKNY. “Uma cliente de São Paulo nos visita a cada três meses para renovar o guarda-roupa”, acrescenta a gerente Christie Scheels, da Roberto Cavalli. Considere-se que um vestido do estilista italiano custa um quinto do preço cobrado na loja brasileira, e é fácil concluir: a moça não é a única.

Mario Rodrigues

Clientes consultam painel com mapa do outlet: 220 lojas

Clientes consultam painel com mapa do outlet: 220 lojas

Por onde começar
Antes de pôr os pezinhos em qualquer loja, dê uma passada na Central de Informações. Fica numa torre com formato que lembra uma igrejinha. Lá são vendidos livretos com cupons de desconto (US$ 10 cada um) que tornam os preços ainda mais baixos. Munido de um deles na Puma, por exemplo, há um abatimento de US$ 15 em compras acima de US$ 75. Na Ralph Lauren Home, ele garante a redução de US$ 25 a cada US$ 250 gastos.

O que vestir
Nem cogite calçar outra coisa além de tênis, pois pode ter certeza de que você vai andar muito. Vá de camiseta básica, para facilitar experimentar peças (em alguns casos, por cima da roupa do corpo).

Quem não levar
Gente que não curte bater perna em shopping, seja seu marido, mãe ou vizinha. Crianças também devem ficar no hotel (ou em qualquer outro lugar): não há muita distração para elas, que além disso se cansariam rapidamente.

Quando ir
Prefira os dias de semana, principalmente até quarta-feira. Em geral, os estoques são repostos na segunda, razão que faz muita gente madrugar no pedaço na terça pela manhã em busca de mais variedade e numeração-padrão. Como se trata de uma ponta de estoque, nem sempre você vai encontrar aquela calça 40 ou camiseta tamanho M.

Mario Rodrigues

Disney: fantasias, bonecas, ursos de pelúcia e vários outros produtos da marca

Disney: fantasias, bonecas, ursos de pelúcia e vários outros produtos da marca

Princesas, fadas e heróis ao alcance do bolso
Apesar de não fazer frente à loja da Disney localizada na Times Square, em Manhattan, a filial do outlet dispõe de algumas boas opções de presentes para a criançada. É o caso, por exemplo, de um par de asas da fada Sininho para as meninas usarem nas costas (US$ 18,38) ou de uma descolada fantasia do Capitão América (US$ 44,50).

+ Guia de compras em Miami e Nova York

Onde comer
Funcionam no Woodbury quase vinte restaurantes, boa parte especializada em refeições rápidas. Combina com o local e com o estado de espírito de quem o frequenta quase ninguém vai a um outlet em busca de uma sofisticada experiência gastronômica, certo? No Applebee’s, um acompanhamento costuma fazer sucesso entre os clientes brasileiros: um potinho com arroz e feijão. Não chega a ser o prato que costumamos comer na casa da vovó, mas dá para o gasto e garante a energia para voltar à andança.

Mario Rodrigues

Lauren Knabbe, gerente da loja Diane von Furstenberg do Woodbury: “As clientes dizem que um vestido nosso custa quase US$ 2.000 em São Paulo. Aqui, elas pagam 300”

Lauren Knabbe, gerente da loja Diane von Furstenberg do Woodbury: “As clientes dizem que um vestido nosso custa quase US$ 2.000 em São Paulo. Aqui, elas pagam 300”

Onde achar as grifes
Caso seu objetivo seja aproveitar a alta concentração de marcas badaladas, seu passeio deve privilegiar o pedaço do Woodbury chamado de Grapevine. É, por assim dizer, a “vizinhança nobre” do lugar, onde se enfileiram Dior, Prada, Yves Saint Laurent, Balenciaga… Enfim, o sonho de consumo de quem ama grifes.

Mario Rodrigues

Vestidos de festa expostos no interior da loja Roberto Cavalli: de US$ 10.790,00, chegam a ser vendidos por US$ 3 021,00

Vestidos de festa expostos no interior da loja Roberto Cavalli: de US$ 10.790,00, chegam a ser vendidos por US$ 3.021,00

Cinquentinha da economia
Algumas lojas oferecem descontos de 10% (além, claro, dos já praticados) a pessoas com mais de 50 anos. Vale repetir: algumas lojas. A promoção vale somente às terças-feiras e é preciso apresentar um documento.

Se liga1
Não tente calcular quanto você gastou. Ao término das compras, faça a conta de quanto economizou.

Se liga2
Confira a previsão do tempo antes do passeio: o shopping é aberto e não dispõe de cobertura para dias de chuva.

Se liga3
A passagem de ônibus para o Woodbury custa US$ 42,00 por pessoa. Alugar um carro vale a pena se você estiver num grupo: sai por cerca de US$ 400,00 a diária.

VANTAGENS
■ Mix de lojas. Poucos outlets conseguem unir tantos nomes bacanas, de segmentos tão diversos, sejam eles produtos de luxo, da moda, sejam artigos para casa.
■ Preços convidativos. Descontos de até 65% são sempre bem-vindos, certo?
■ Acolhida calorosa a brasileiros. Há avisos em português no sistema de som local, além de folhetos e revistas em nosso idioma.

Mario Rodrigues

Mala Rimowa, modelo Salsa Air 26”: US$ 510,00

Mala Rimowa, modelo Salsa Air 26”: US$ 510,00

DESVANTAGENS
■ Arquitetura. O.K., o shopping é uma fofura com as casinhas a céu aberto. Mas isso complica o passeio nos dias de muito frio ou de calor intenso. Se chover, então…
■ Distância. Nem todo mundo curte encarar 80 quilômetros em busca de descontos.
■ Ausência de espaços para crianças. Um parquinho ou área recreativa cairia bem.

ENDEREÇO: 498 Red Apple Court Central Valley, NY. Tel.: (845) 928-4000. Horário: 10h/21h (seg. a dom.)

COMO CHEGAR: Carro — pegar New York State Thruway, sentido Harriman, saída 16.
Ônibus — a empresa Gray Line tem saídas a cada hora da rodoviária localizada no Port Authority. O bilhete custa US$ 42,00
Trem — pegar o West Hudson para a Estação Harriman. De lá, um táxi até o outlet. O bilhete custa US$ 1,60, e a corrida sai por cerca de US$ 10,00

Sapato com detalhes em topázio... um luxo

Fonte: Forbes

Relíquias produzidas por grandes nomes da moda mundial sempre se transformam em puro ouro quando leiloados, atingindo altos valores ao serem arrematados por colecionadores e fashionistas.

Na último dia 30 de novembro, em Paris, mais uma peça exclusiva que foi leiloada chamou a atenção do universo fashion: um par de sapatos produzidos por Roger Vivier em 1960 foi arrematado por um valor de 19.750 euros, o equivalente a quase 48 mil reais.

Feito pela casa francesa Aguttes, o leilão contava com diversas peças de um acervo pessoal de Roger Vivier que ficou conhecido por seu trabalho na Christian Dior e por ser o criador do salto stilleto.
O par de sapatos preciosos foi criado para a princesa Soraya, da Pérsia, é um scarpin de salto baixo, possuindo fios de prata e bordados com detalhes de topázios incrustados.

As peças foram arrematadas pelo governo francês em parceria com a Maison Roger Vivier (comandada atualmente por Diego della Valle). Além dos sapatos de topázio, o acervo contava com mais de 50 lotes em leilão e todos eles também foram arrematados pelo grupo a fim de evitar a dispersão das peças e manter o legado de Monsieur Vivier.

A grande coleção também conta com um calçado feito exclusivamente para Elizabeth Taylor e uma bota produzida para John Lennon. Essas peças juntamente com o sapato de topázio e outros itens especiais vão agora para o museu oficial da associação French Shoe Federation.

Fonte: http://todaela.uol.com.br/luxo/sapatos-com-detalhes-em-topazio-valem-quase-48-mil-reais

Pierre Hardy amplia as peças da grife com chicotes e cascos diamantados

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No restrito clube das grifes que cobram um valor alto por um trabalho benfeito, a Hermès é admirada até pelos rivais. Não só pela qualidade obsessiva, mas pela capacidade de transformar objetos do cotidiano, às vezes desprovidos de qualquer apelo, em objetos de desejo. É o caso das duas novas linhas de alta joalheria da grife-símbolo de Paris: Fouet, com cinco itens, e Centaure, com treze. Desenhadas por Pierre Hardy, autor também das joias de prata e dos sapatos da marca, as peças com pavê de diamantes remetem a chicotes de cavaleiros e cascos dos animais — a Hermès surgiu em 1837 vendendo selas e arreios. Em entrevista, Pierre Hardy explica como acessórios da cavalaria se tornaram a mais nova aposta (brilhante) da Hermès.

Anel Centaure, Hermès-Anel Centaure: ouro rosa e branco, 63 diamantes e jade negro

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Um enorme diamante amarelo conhecido como “Diamante Gota de Sol” foi vendido por 11,28 milhões de francos suíços (12,36 milhões de dólares) — um recorde mundial para um diamante amarelo — num leilão da Sotheby’s em Genebra, na Suíça.

O diamante, o maior do mundo em formato de pera em amarelo brilhante, tinha 110.03 quilates e foi a principal peça da venda semestral de joias da Sotheby’s em Genebra.

A pedra foi encontrada na África do Sul no ano passado e lapidada pela Cora International, com sede em Nova York, que o colocou à venda, informou a casa de leilões em seu catálogo.

A estimativa era que alcançasse um valor entre 11 e 15 milhões de dólares. O preço final inclui a comissão paga pelo proprietário, que a Sotheby’s disse ser uma pessoa que pediu para permanecer anônima.

“A venda foi um recorde para um diamante amarelo… Está exatamente dentro de nossa expectativa para essa pedra espetacular”, disse o leiloeiro David Bennet aos repórteres depois do encerramento.

(Reportagem de Stephanie Nebehay)


Fonte:ibtimes.com

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